março 15, 2019

Mensagem de condolências de Fethullah Gülen pelo ataque à mesquita na Nova Zelândia

Fethullah Gülen

Fiquei profundamente triste ao saber dos ataques terroristas a duas mesquitas em Christchurch, na Nova Zelândia, que resultaram na morte de ao menos 49 pessoas e do ferimento de 20. Eu condeno veementemente este ataque horrível e rezo a Deus, o mais Compassivo, por misericórdia daqueles que perderam suas vidas, por paciência e perseverança pela perda seus entes queridos, e pela rápida recuperação dos feridos.

março 08, 2019

Fethullah Gülen: O Islã É Compatível Com A Democracia

Fethullah Gülen

"O fracasso da experiência democrática turca não se deve à adesão aos valores islâmicos, mas à sua traição"

A Turquia foi reconhecida e aplaudida como um exemplo para uma democracia muçulmana moderna no início dos anos 2000. O atual partido que está no poder desde 2002 implementou reformas alinhadas com os padrões democráticos da União Europeia, e o histórico do país em direitos humanos começou a melhorar.

dezembro 16, 2018

“Eu sempre fui contra golpes” diz, Fethullah Gulen

Correio Braziliense
Entrevista com Fethullah Gulen

O escritor, pensador e educador Fethullah Gulen, 75 anos, nasceu em Erzurum, no nordeste da Turquia, e hoje vive em exílio autoimpostos na Pensilvânia (Estados Unidos). Líder do Movimento Hizmet – devotado ao bem comum, ao diálogo inter-religioso e intercultural e à educação -, Gulen é apontado pelo presidente Recep Tayyip Erdogan como a artífice da tentativa de golpe militar da última sexta-feira. No dia seguinte, Gulen concedeu uma entrevista à imprensa internacional, cujos trechos principais foram reproduzidos abaixo, e classificou as acusações de Ancara de ‘caluniosas’. O clérigo do islã moderado disse que sempre foi favorável à democracia e que jamais se posicionou a favor da intervenção militar. ‘Este não é método para assegurar a democracia’, afirmou. No entanto, admitiu não conhecer os próprios seguidores. ‘Podem haver simpatizantes por uma causa. Eu digo, com toda a sinceridade, que não conheço nem um por cento dos meus seguidores’, comentou. ‘Eu não posso afirmar que esse golpe foi um teatro do governo, sem ter provas para isso pois seria calúnia. Mas a Turquia já viveu isso no passado’, acrescentou, em declarações concedidas pouco antes da entrevista.

dezembro 09, 2018

Para Gülen, a Turquia já não é uma democracia

Acusado pelo presidente Recep Tayyip Erdogan de estar por trás da tentativa de golpe de 15 de julho de 2016 na Turquia, o opositor Fethullah Gülen, exilado nos Estados Unidos, nega qualquer envolvimento e se declara inquieto pelas instituições de seu país, que para ele já não é uma democracia.

dezembro 02, 2018

Neta de Gandhi enaltece Movimento Hizmet

Discursando em jantar do Turkuaz Harmony Institute, na África do Sul, Ela Gandhi expressou louvor ao Movimento Hizmet por alcançar sucesso acima de seus sonhos mais fantásticos.

novembro 25, 2018

Um Sócrates muçulmano

Prof. Peter Robert Demant

Um ano após a tentativa de Golpe de Estado, Erdogan parece ter consolidado seu poder além do que se podia esperar. O estado de exceção se tornou o “novo normal” na Turquia. Uma mídia paranoide e uma repressão sem precedentes desde a época dos regimes militares, com demissão e prisão de milhares de oponentes criaram a atmosfera que permitiu o “êxito” do referendo em abril. Uma nova Constituição formalizará a transição para o autoritarismo. Sem dúvida, o governo AKP* conseguiu mobilizar vastas reservas de conservadorismo e nacionalismo, explorando uma tendência de ver complôs em cada lugar. Contudo, não sejamos severos demais. Mesmo que a conexão da Hizmet com terrorismo seja fantasmagórica, ainda é verdade que a Turquia tem nos últimos anos sofrido com vários ataques terroristas mortíferos (provavelmente jihadistas). A reação popular turca não é muito diferente daquela que se observa na Europa ou nos EUA: reforça-se o poder do executivo às custas das liberdades individuais e dos controles jurídicos.

novembro 18, 2018

O golpe do golpe

Prof. Dr. Cistovam Buarque

Por Falta De General Para Apresentar Como Golpista, Erdogan Culpou Um Filósofo

Nas últimas semanas, o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, suspendeu 15,2 mil professores e funcionários do Ministério da Educação, revogou licenças de mais de 20 mil professores de escolas particulares, demitiu 2,7 mil juízes e promotores, fechou cerca de mil instituições de ensino, suspendeu 8,7 mil oficiais, obrigou 7,9 mil policiais a entregar suas identidades e prendeu 10,9 mil oficiais e soldados. Tudo isto feito em nome de se opor a uma tentativa de golpe que parece uma narrativa operística.
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